terça-feira, 5 de agosto de 2008

Perfeição 4

Tenho tantas saudades. Está a ser dificil, desta vez........
Faltam 48 horas...

Controlled, part II

Ainda Joy division a transbordar...

The National, para mim a revelação de 2005 perfeitamente confirmada no ano transacto

Turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
lets not try to figure out everything it wants
It’s hard to keep track of you falling through the sky
we’re half-awake in a fake empire
we’re half-awake in a fake empire


Perfeição 3

Jpfn, Julho 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

Sinto-me perfeitamente de rastos. Vivi este dia ao telefone como se estivesse aí.

Bruxas? Já acreditei menos, confesso.

Há coisas na vida dificeis de compreender.

Resta-me abraçar-te, meu amigo.

sábado, 2 de agosto de 2008

La plus belle ville du monde

Jpfn, Agosto 2008
Sinto-me fascinado. Deslumbrado até. Esta cidade não pára de me surpreender.

14.00- Depois de algumas paragens de metro chego ao destino. Quai de la gare. Visualizando a estátua da bastilha ao longe, passo a passo, abraçando uma marina improvisada, vou-me aproximando. Como sempre uns punks começam a aparecer para se juntarem no seu habitat. Parece interdita a passagem a menores de 30 anos. Ups. Viro para a rua de St Antoine, entro na Natalys, comme d'habitude. Fin de soldes. Au revoir.

15.00-Une bouteille de vin. Une carafe d'eau. Il faut que j'etudie. Sentado na esplanada, a ver passar a multidão, escuto os diálogos francófonos. Salut! Je parts en vacances. J'ai envie d'en partir. Merda.

16.00- Com o leitor de mp3 sem pilha, com a garrafa vazia, com o capítulo quase lido, com a cabeça cheia de vinho. J'ai envie de me lever. Je ne peux pas. Mes jambes sont lourdes, ma tete bouge. J'ai besoin de quelq'un que soit. Quelq'un que sache m'aider. Malgré mes desires, aucune personne est venu. Il faut que j'attende.

16.30-Ok, já estou em condições para me levantar. Fá-lo-ei.

17.00- Após saír do acolhedor Marais resolvo continuar a caminhar. Um sábado à tarde de sol em Paris deve ser aproveitado. Passo o Pompidou e, em boa hora, resolvo andar mais um pouco. Je parts du IVème et voila, en arrivant au Ier, je rejoins la multitude. Cafés, lojas, gente, ambiente. Um Marais maior. Mas igualmente acolhedor.

17.45- Chego ao belo Fórum Les Halles. Um enorme fórum escondido debaixo do chão, sem estragar a arquitectura que a rodeia. Jardins. Sento-me e respiro. Um sorriso preenche o meu rosto. Não consigo evitar. Mas também, porquê evitar? J'ai envie d'un cigarette. Bizarre....Un crèpe au nutella et noix, ça va mieux...

19.30- Passo pela église St Eustache, lindíssima e imponente nas traseiras, como que a vigiar, o fórum les Halles. La messe demain matin? Merci, Alessandra, mais non, merci.... Chego, por acaso, à Rue Coquièllere. Sem carros, como muitos restaurantes. Com muita gente sentada a comer ostras. C'est chic, ça! Não consigo evitar, os meus olhos não me dão sossego. Que bom aspecto... lepieddecochon. Tenho que experimentar a comida típica, não é? Je m'asseoi. Un gratiné et un pied de cochon grillé.

20.30- J'ai mal au ventre. J'ai trop mangé. Uma sopa de cebola gratinada divinal. Uma carapaça de queijo e pão para ser quebrada até atingir a sopa. OO-la-la! C'etait magnifique. O prato principal era delicioso. De chorar por mais. Conheço muito boa gente capaz de delirar com este prato. Especialmente um amigo. A repetir, seguramente.

21.00- Chego, enfim, a casa. Uma tarde agradável. Paris é, de facto, especial.

Marais


Uma bom hábito de Sábado à tarde.
Neutrófilos às costas. Pancitopenias na mão esquerda, uma cerveja na mão direita

Controlled

Ainda abalado pelo estrondoso Control, resolvi resgatar para o meu leitor de mp3 algumas bandas claramente influenciadas pelo Joy Division.

Começo por uns britânicos que tive oportunidade de ver, ainda desconhecidos, num belo concerto do SBSR há uns 3 anos.

Uma versão acustica de "smokers outside the hospital doors", os The Editors.




Someone turn me around
Can I start this again?
Now someone turn us around
Can we start this again?

We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Left smashed off the floor

I can't believe you
If I can't hear you
I can't believe you
If I can't hear you

Perfeição 2

Jpfn, Julho 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Atmosphere

Walk in silence,
Don't walk away, in silence.
See the danger,
Always danger,
Endless talking,
Life rebuilding,
Don't walk away.

Walk in silence,
Don't turn away, in silence.
Your confusion,
My illusion,
Worn like a mask of self-hate,
Confronts and then dies.
Don't walk away.

People like you find it easy,
Naked to see,
Walking on air.
Hunting by the rivers,
Through the streets,
Every corner abandoned too soon,
Set down with due care.
Don't walk away in silence,
Don't walk away.
Atmosphere, Joy Division

Sublime


Control, filme do Holandês Anton Corbjin datado de 2007.

Apesar de grande expectativa quando da sua chegada aos cinemas dei por mim a adiar a sua visualização.

Sabia bem porquê.
As primeiras músicas que soube descobrir por mim mesmo e gostar foram dos Joy Division.

Sempre me incomodou a vida do Ian Curtis. Simples e inteligente. Dotado mas isolado. Triste e por isso genial. Introspectivo. Gerador de uma unanimidade. Incomodativo, portanto.


Depois de ver, sinto um alívio.

A vida continua.
Mais leve, parece.

Uma homenagem

Há de facto coisas intrigantes.
Duas nomeações para os óscares, zero vitórias. Poucos prémios, pouca distinção.

Para mim, é provavelmente o actor que mais tem sido desprezado por LA. E é aquele cujas interpretações mais admiro.

Este post vem a propósito do The painted veil (2006), um filme pouco ambicioso, que pouco trouxe de novo mas que conta, além de uma fotografia soberba, com mais uma grande interpretação do Edward Norton. Mas podia falar das suas representações no Fight club (1999) ou de um dos filmes mais incriveis que tive oportunidade de ver, American History X (1998). O ilusionista(2002) ou o Red dragon (2006) são outros filmes que valem quase exclusivamente pela sua presença.

A minha homenagem fica prestada.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Uma a uma

Jpfn, Junho 2008

Uma a uma. Alinhadas.

As horas passam. Tic-tac. Os segundos passam. Tic-tac
O velho relógio, coberto de pó, é implacável.

Direita. Esquerda. Os obstáculos ameaçam.
Quais obstáculos? Qual relógio?

Páro. Sôfrego, tento inspirar.
O ar será respirável?

Desvio-me do líquido que cai na minha direcção.
Que líquido? Quais obstáculos? Qual relógio?

Tenho que saír daqui.
Será seguro?

Tic-tac....

Perfeição 1

Farelão, Julho 2008

Metro Paris 4

Jpfn, Julho 2008

Metro Paris 3


JPFN, Junho 2008

domingo, 27 de julho de 2008

Uma luz

JPFN, julho 2008

Na sequência da mensagem anterior, espero que uma luz que encontro sobre a minha cabeça me ilumine os pensamentos

Onde me leva o caminho?

JPFN, Julho 2008
Por momentos olho e hesito. Deverei prosseguir o caminho que não sei onde vai acabar?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ode ao sentimento e à ausência de sentir

Gostaria de sentir o que sinto.
Mas se o sinto, porque não sinto?
Se o sentimento é sentido, o que faltará para sentir o que sinto?
Poder-me-ei sentir desprovido de sentimentos?
Estranho sentimento este de não saber se é estranho não saber o que se sente...
JPFN, Dezembro 2006
pela actualidade, merecedor de re-publicação

Começo a conhecer-me

Um dos mais bonitos poemas de Álvaro de Campos. Ou, pelo menos, um dos que mais significado tem para mim pelos já longos anos que leva a meu lado, sempre relido em surdina.

"Começo a conhecer-me. Não existo.

Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato."
Álvaro de Campos

As três irmãs

JPFN, Julho 2008
Uma luz ilumina a praia distante.
A tranquilidade que transmite supera toda a nostalgia gerada.
Sinto-me feliz de sentir que pertenço. Onde e a quem? Não saberei, jamais. Mas alguém pertence?
Devastado por não pertencer, fixo na memória aquelas três pedras que no Oceano instaladas existem. Somente. Não bastará?